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“Caixa com o dinheiro do pobre. Esse é o governo que desmontaria a corrupção e cuidaria de quem precisa” diz Isac após aprovação da Reforma da Previdência

O vereador Isac Siveira (PCdoB) fez duras críticas sobre a Reforma da Previdência, na tribuna da Câmara de Vereadores, na manhã desta quarta-feira, 2, após o Plenário do Senado ter votado e aprovado o texto-base da reforma da Previdência (PEC 6/2019) por 56 votos favoráveis e 19 contrários.

Para o vereador Isac “a reforma é maléfica ao povo brasileiro, mas ela sobretudo, define o papel dos parlamentares quando votam a favor ou contra a reforma da Previdência. Quando fazem discursos bonitos e quando esquecem os valores da aposentadoria, principalmente para aqueles de baixa renda”.

Um destaque que alterava regras do abono salarial pago aos trabalhadores foi aprovado, outra mudança prevista na PEC 6/2019 é a fixação de uma idade mínima, de 65 anos para homens e 62 anos para mulheres, para servidores e trabalhadores da iniciativa privada se tornar segurados após a promulgação das mudanças. Além disso, o texto estabelece o valor da aposentadoria, a partir da média de todos os salários, em vez de permitir a exclusão das menores contribuições. Dos senadores Sergipanos, Rogério Carvalho (PT) votou contra, Maria do Carmo (DEM) se absteve e Alessandro Vieira (Cidadania) votou a favor.

Em sua fala, na Câmara de Vereadores de Aracaju, Isac chamou a atenção para o voto de um dos parlamentares. “Eu lamento profundamente o voto contrário do senador Alessandro Vieira, que durante a Audiência Pública, proposta por mim e pelo vereador Américo de Deus, onde ele participou, disse que estava estudando a situação. E agora vota a favor”.

Segundo Isac esta reforma é para retirar os direitos conquistados pelos trabalhadores ao logo dos anos. “Fazer caixa com o dinheiro do pobre é um crime. Esse é o governo que desmontaria a corrupção e que cuidaria de quem precisa. Enquanto membro do PCdoB, nós não aceitamos isso. Ninguém do nosso partido compactua com essa reforma maléfica, desastrosa. Em nada avança esta reforma para os direitos dos trabalhadores”, afirmou Isac.

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